Investigação

A Everythinks faz-se de investigação

O design enquanto exercício de investigação e experimentação em áreas técnicas específicas, orientadas à construção de novas soluções.

Acessibilidade

Essencial para alguns, útil para todos.

O design é por definição uma disciplina de investigação mas também de causas e militância. Se olharmos para o contexto digital, essa consciência de causas pode e deve refletir-se numa preocupação sincera com a democratização do acesso à informação também através da tecnologia. Ao longo dos anos, a acessibilidade digital tem sido uma preocupação central em todos os projetos, sempre focados na construção de estratégias, experiências e produtos digitais acessíveis a qualquer pessoa, independentemente dos seus contextos ou características.

A acessibilidade digital é muito mais que um simples requisito. Um compromisso permanente e persistente, assumido com a humildade de quem procura todos os dias, imaginar e desenhar soluções seguindo as melhores práticas no campo da acessibilidade digital.

Acreditando na tecnologia como uma ferramenta para a democratização do acesso à informação, a certeza da acessibilidade de todas as soluções digitais a todo o tipo de contextos de utilização é um desígnio que o design e os designers, devem assumir com compromisso. É um trabalho que exige conhecimentos técnicos específicos, mas que garante igualmente que possa ser possível construir uma web feita de e para todos.

Design systems

O produto que constrói produtos.

O paradigma do design, tal e qual como a vida do quotidiano, mudou e muito nos últimos anos. Relacionada intimamente com a digitalização do dia a dia das famílias, essa mudança foi também acompanhada pelo aparecimento exponencial de produtos digitais, para quase todas as nossas necessidades.

Toda esta transformação digital trouxe às marcas muitos e grandes desafios. Um deles, porventura um dos mais complexos, foi a necessidade de garantir a investigação, articulação, coerência e eficiência da experiência da marca em todos os pontos de contacto com as pessoas. E é precisamente aqui que os design systems podem ser uma ajuda valiosa.

Poderemos olhar para os design systems de diferentes perspetivas, é certo, mas na generalidade dos casos poderemos definir este instrumento como um conjunto de orientações de desenho e desenvolvimento transversais a todos os produtos digitais da marca e que funcionam como uma base de trabalho comum entre as várias equipas internas.

A finalidade principal destes sistemas modulares e escaláveis passa por definir de forma evolutiva todos os princípios, mas também, os elementos, componentes e modelos essenciais à construção e evolução das experiências e interfaces dos produtos digitais, otimizando desta forma o seu tempo e custo de execução, seja na vertente de desenho ou desenvolvimento.

A mudança de paradigma na forma como desenhamos e desenvolvemos produtos digitais, é um caminho que se faz caminhando através de investigação e investimento. Em que ponto está desse caminho? Será que os design systems poderiam ajudar?

Serviços públicos

A relação dos cidadãos com as instituições públicas.

A transformação digital é muito mais que um lugar comum no léxico das marcas, das empresas ou das organizações. A transformação digital, em toda a sua amplitude, pode e deve ser um instrumento valioso das relações entre as pessoas, as marcas, as empresas e as organizações, estejamos nós a falar do setor privado ou público

Mas, quando falamos de transformação digital, aplicada ao setor público, é importante olhar para o tema por muitas outras perspetivas, para além daquelas que se veria a questão no setor privado. A relação dos cidadãos com as mais variadas instituições públicas do Estado, pode beneficiar exponencialmente com as oportunidades da transformação digital.

Embora o tipo de relação que os cidadãos têm com o Estado seja bastante diferente daquela que os consumidores têm com as marcas, as empresas ou as organizações, em ambos os casos as mais-valias superam em grande medida os desafios. As palavras têm o poder que têm e olhar para a relação dos cidadãos com o Estado, da mesma maneira como se olha para a relação dos consumidores com as marcas, pode criar alguns problemas.

Quando falamos de transformação digital no setor público é importante não esquecer que o Estado serve “cidadãos”, não só “utilizadores”. A missão primordial do Estado, ao contrário das marcas, não é gerar riqueza, mas garantir que todo e qualquer cidadão, independentemente das suas características, consegue aceder a serviços públicos de excelência. O Estado, ao contrário das marcas, não pode escolher os nichos de “consumidores” com os quais se quer relacionar, mas sim, deve garantir que pode se servir todos os cidadãos.

Construir e evoluir serviços públicos, não é o mesmo desenhar serviços noutros contextos económicos. Para o design, este contexto específico, traz consigo uma série de premissas irrepetíveis noutros tipos de desafios. É o design aplicado em toda a amplitude da sua missão, garantindo uma real democracia do acesso a serviços públicos orientados à especificidade de cada pessoa.